Vejo minha existência brotar das feridas unhas cicatrizadas dos meus dedos Cascatas de palavras Nada mais.
Eu não vou muito longe Inda não identifico me nos espelhos Não sei si uma vogal ou uma consoante Talvez uma lúrida pontuação informe Uma palavra inexistente nos dicionários Uma frase confusa Uma canção para ninar paquidermes com insônia Sou incapaz de falar de coisas serias As coisas que leio esvaziam-me de existência Crio com a lentidão plagiariante dos caramujos mancos na intertextualidade Sonhei em ser tudo só me é possível realizar o nada Queria plantar piolhos e colher plátanos Antes disso entretanto queria liquefazer esta realidade demasiadamente concreta.
Queria dar a luz a um poeta iluminado cheio de dentes devorador de minhas vísceras Viria ao mundo escurecendo me.
Na impossibilidade de conceber a luz adotei a escuridão inda no berço Se tento expor meus órgãos num tabuleiro de xadrez é assim que me expresso.
Queria compor poemas que no mínimo desencravasse a unha de um leitor.
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Janelas viradas para o lado oposto uma margem mal florida de cílios comunicantes
Imobilidade vazia batendo a porta
Surdos martelos de pré-textos recobertos por insígnias de espuma
Poetas de pantufas Notável tendência a retornar ao estado de gruta com caralhos nos bolsos invaginados de pingos orvalhados pelas ovações das moles estalagmites
Pupilas de chumbo resistindo a dilatação do espanto Não querem enxergar o maravilho e retirarem o semblante desossado do falso AMOR
Gritam e choram por uma metáfora tão facilmente concebida quanto um peido numa oração Mas calam se defronte aos seres morrendo de fome Fecham o livro e deixam de declamar na presença de um Exu Cachaceiro Preferem as entidades de poliuretano são mais modernas e cheira a carro novo
Nucas enfronhadas de reminiscências infeccionadas por softwares condicionados por hardwares de pregas justas
Ósseos sonhos de oceanos pacíficos Perus bolivianos recheados de kamikazes ao molho cobre dando chiliques por um território inabitado no norte de uma bússola carnívora
Deuterostheos mudos demonstram que o cu veio antes da boca
Flagelos fixados no rosto comido pelos próprios pés
Eu sinto o suor dos dromedários e dos isótopos de pernas drummonianas Não deixe se enganar pela cor Todos usam tamanco de níquel Calçam o numero que mais lhe rendam cifrões Não importa o quanto lhes apertem os pés eles são perseverantes na empreitada
Pois é longo e tortuoso o sinuoso caminho percorrido para alcançar um continente de aplausos humanos
Sem tempo para a desgraça a alma caleja e afivela o coração nada os bota enternecido com o diabo
Me afogo num mar em cinzas tenho sede um cardume de anjos sobe do céu para lamber meus últimos pingos de água O inferno sempre esteve sobre nos Iniciamos sobre a terra de maneira inadequada
Fechem os olhos e vejam as nuvens copulando com os cães de brasa Um arcanjo perdido na tempestade encharcada de sede
Chupa Preto Onanistinha do prepúcio azulado Almoxarifado alabastrino de devaneios paralíticos
Cristozinho do cu vermelho Chupa este verde pau ensebado na esperança de um borbotão de água
Assim sempre falou-me os frutos órfãos da figueira assassinada pelo judeu cujo testículos nunca foram de diamantes Ah! Mas que santa imagem
Sábado, 13 de Junho de 2009
Um horizonte contra meu nariz uivado de cocaína meus olhos rachados na expansão suicida do universo
Toda minha poesia não vale um tiro na testa Um carbono entre as constelações silenciosas vale toda literatura do mundo
A ciência manca e jura que corre Um saci de perna biônica professando cruzar a linha do infinito
Todas as confissões de Amor não pesam mais que um esporro na laje fria
Explico: Meias proles afogadas no mijo felizes por fecundar os esgotos das cidades de veludo
Nas extremidades internas dos meus olhos vazados uma floração de rochas vazias
Dilacero-me contra o amor e a loucura Fora do rio não se é o mesmo nada duas vezes
Soco a cara de cristo para depois beijá-lo Seguro em sua coroa com um pedófilo segurando a mão de uma criancinha para atravessar a rua
Dobro o joelho e miro os estômagos dos anjos àquilo que não canta implora por vomitar
Dobro os braços e distribuo cotoveladas nos meus pontos de vista Quando criança sempre tentei e nunca consegui chupar meu pau
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
A infinita dor desperta dos olhos espetados por visões de eternidade nas manhãs gemidas de tédio e suor das fabricas
A marcha recém nascida Colheradas de existência descoagulando se contra o ar sem olhar para vulva
Experimentos meteorológicos descobrem feridas nas gotas da garoa Palco absoluto para circunfundir guarda chuvas afogados no desespero
Teomórficas larvas de enguias desde muito retidas no tempo num meio adequado a observarem a ininterrupta caganeira dos homens
As raízes ouvem os irrevogáveis gritos silenciando se ao cilício das coxas em sangue
Inatingíveis sonhos quebrados por fotografias P&B
Obstetras alucinados anunciam embriões carcomidos por consciência prematura
Pés mortificados aperfeiçoam as pegadas da felicidade
O que inda fazes ai parado Não percebestes que perdeu a âncora ao violentar os cílios?
Criancinha curiosa tu não Esta é a via Não se queixe se não encontrar o que nela buscava 
Cadáveres sem leme acendem velas nas ondas do marfim
Enquanto eu choro por cem cebolas esfaqueadas pelas costa
O Celacanto rouba os cantos das sereias e os distribui aos peixes palhaços
Sou contra as piadas de óxido nitroso ao menos o riso deveria ser verdadeiramente trágico
Nas alcovas filosóficas sementes de verdade miando se nos axiomas de borracha
Impressões na carne de uma ostra petrolífera parece um ponto sem extensão como o cu de uma formiga este ponto parece ser o verdadeiro universo
Sem duvida eu nada tenho de um verdadeiro filósofo podem chamar me a explosão que não se somou a realização nenhuma três segundos confinados a outros três e há outros três segundos
O estampido não foi tão forte quanto esperava Detonou pois mais alto nos meus sonhos de despregar a vida Acordei e as leis e os costumes eram os mesmos
Consistiria melhor pensar que depositando uma moeda num porquinho de louça seria possível transformar o mundo?
Os seres que eu queria energeticamente sacudidos continuaram nas circunferências do ânus
Não fiz barulho suficiente. deus não abanou seu rabo

Seus olhos fisgados por ovos de golfinhos glaukômicos Perambulam tateando as escamas da realidade indefinidamente fendida entre o amor e a cagamerdeira.
Chagas sobre chagas Não precisam ferir um edifício de feridas abertas É só entrar Não sei por que apedrejam.
Onde estas tu? Não é ele também uma adultera Uma santa de buceta fuzilada Onde estas tu para dizer aos bons e justos que atirem à primeira pedra.
Seus olhos sondam por cus degolados Arquipélagos de expressões calcificadas Peixes mecânicos com olhares volúveis de sede.
Febo sangra Não grita Não chia É mais um que não lhe diz nada.
Caranguejo vai andejando sem perspectiva de mangue ou mar que lhe salgue.
Vai a pedaços caindo perdendo até as ultimas patas sem saber o que beliscara no derradeiro piscar da louca vela fundindo o amor e a orelha.
Sem carapaça Despido às avessas Exposição vai errante expondo seus órgãos para quem quiser tocar.
Um baço rompido dois fígados cozido e três corações sangrando.
Diz o povo que polvo para melhor lutar contra deus.
Onde estas tu? Não é ele um ladrão de fogo? Ele precisa ouvir de sua boca que estarás com ele no reino telúrico Que juntos acoitarão padres e pastores Ressuscitaram os sonhos Lubrificarão as freiras Ressuscitaram os sonhos Expulsaram os mercadores de arte do templo da vida Ressuscitaram os sonhos.
Apareça Não temas Ele não tem sangue de teólogo Não vai indagá-lo sobre a zoofilia de sua mãe Ele se sentara nu em seu colo Afagara vossos espinhos sem nenhuma mascara Desferira ósculos de loucura em vossos olhos Os dois nus no deserto Embarcados de demônios Mastigando as tempestades de areia.
Onde estas tu? É inescusável que não se manifeste para revelar ao mundo tudo que disse de deus ao guardador de rebanhos Tudo que disse de deus ao seu outro de braços abertos na forca.
O mundo precisa saber que seu pai não passa de uma bigorna sem ossos que abandonou o na hora da morte.
Onde estas tu? Apareça Não vê que foste corrompido Deu tudo errado.
É imprescindível traí-lo de novo!
Não o vê? Expressando vomito Ingerindo a língua Composição vai notas dispersas desconcertadas à vibração diapasônica da sociedade.
Marreta de carne vai marretando Para andejar claudicando com uma bengala de brisa.
Some na fuligem dos carros que passam Os seres não notam a estrada que deixa.
A litografia das lesmas é mais lida que o sangue que sua víscera expressa.
O caminho delas brilha o dele é opaco cheio de objetos sangrando duvidosas sombras.
Itinerário de células confusas que fragmentam se como poeta atirado contra o próprio espelho.
As suas almas não o seguem ou vão lhe seguir Perde se a cada três segundos e não notam o quanto sumiu nos últimos anos Não a de ser combustível para sonhos nem mesmo os das crianças-sereia na rua sem nome.
Será apenas cinzas de uma chama onírica consumida pelas labaredas da loucura e um amor incomunicável.
Sábado, 9 de Maio de 2009
Calipigio como um rinoceronte da Sumatra só faltar-me a uma magna rola de jade para enervar as línguas infláveis do coloquial. Antes de tudo devo falar da pulcritude do meu tóba.
Ah! O quanto é pobre meu vocabulário natural para falar do amor. Apesar de toda minha vernaculidade.
Amor! Que dês do aeon Hadeano, até o Fanerozóico, têm embaralhado humanos numa única esfera de esterco sobre a sombra retorcida do matrimonio.
Não acredite vocês que desta consubstanciação orgânica resulte alguma energia ou brote uma couve-flor, o máximo que se tem é o estrondo de um peido que rompe o silencio do casal após o esporrafilhote da trepasepada.
Falando desta maneira verrugosa e indolor, mesmo com tantas ulceras na veia cava e três abismos entre as artérias coronárias.
Parece claro a vocês que eu de fato sou prole do condiloma acuminado com o linfogranuloma venéreo. E que nunca fui amado.
Possa estar eu enganado. Talvez vocês estejam certos. Mas pelo que tenho consciência; ver coraçõezinhos encaralhados nas arvores não é uma fato empírico. Já eu tenho visto por milhares de milhões de anos os fosseis do amor.
Não os vejo esquadrinhando as rochas o que contemplo são vossas diárias perscrutações pelas abissais superfícies de vossos romances folhetinescos.
Sei quanto isso e difícil e cruciante a vocês que a todo segundo fazem juras de amor e se traem com a facilidade de um espirro.
Não posso imaginar que tu leitor num esforço por escapar as linhas da natureza arranque teus olhos. A virtude do olho é bem ver. Olhe como eu facilmente desfaço vossas pregas.
Plac!!! Vistes isto. Pois bem, foram anos defronte os extensos ensaios filosóficos da proctologia. Não é tão fácil quanto julgam. E nem tão prazeroso quanto cheirar o cu de uma donzela num meia nove.
Minha forma de agir não só apenas acelera e reforça o processo de obliteração como também delimita o afirmativo, isto é, a própria forma investigada.
Refletindo sobre isso de olhos atentos da mais telúrica treva e vagos ou semelhantes à de uma pessoa maravilhada pela claridade do céu e bêbada de luz.
Não quero descerrar os lábios nem mesmo para chupar o outeiro, mas a nove mil novecentos e noventa e nove metros de altura, sou obrigado a dizer que em ambos os casos simétricos da alternância vocês estão absolutamente errados.
Em minha oportuna apresentação dissolverei vossas alianças de ouro no sêmen de minha masturbação continua. Oh, mas não se preocupem não se preocupem por causa disto. Tratarei de encontrar uma nova e justa forma de se traírem. Pois de outra maneira não teríamos o que os seres a tempo têm chamado de amor.
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Primeira Pagina 03/03/2005.
Fui acordado pela coisa alabastrina de rubros olhos Animal de estimação do pedófilo O teto do quarto é o mesmo teto. Espelho inverso Céu infeccionado Procela de pus.
A tosse do outro lado da porta Fala me que tudo lá fora é o mesmo Que as crianças inda não apreenderam a matar seus pais O odor do cisne putrefato Alerta me quanto à podridão do amor Sem mencionar o cheiro de suor Sangue Parafusos e porcas.
O mundo é o mesmo! As pedras da calcada A igreja A família. Judas inda continua a ser perseguido num pau de sebo e espancado por dinheiro As varejeiras azuis sobre as carnes em verme ilhadas O ventilador de ossos que evapora sangue A marcha das vogais ao lado das consoantes Tudo aqui Os porcos em cima a lavagem em baixo!
Num ângulo abstruso Por que movimento me como as escamas do golfinho sem pai Sou eu um relógio sobre a nave que transporta me Meus pés oscilando no vácuo de zero a zero é um pêndulo encravado na física carnal da incerteza. Marca três horas e trinta e três minutos E os sinos das catedrais masturbam se Eles não podem ignorar minha existência Eu sou a hora da obscuridade transpirada por febo. A meia noite ao meio dia e meia O garfo do feto enegrecido no ventre da destruição A cicuta para o mundo corre em minhas veias Srsrsr! Como gosto de azucrinar os crentes.
A família comunica me que a ração esta pronta Que o combustível para ser maquina esfria no prato Eles não permitirão que eu morra de fome Não antes dos trinta e três.
A minha permanência no inferno os perturba Eles têm consciência de que quanto mais tempo eu permanecer no inferno menores serão suas chances de verem me como eles suspenso pelos cordéis do paraíso.
Por que trespassar a cancela do orco se no paraíso não é compreensível há minha hora.
E a largura da minha testa é vista como uma anomalia que deve ser desfeita com um implante de pelos pubianos Mal trajado meu cérebro trago em meu hipotálamo tumores híbridos e toda discrepância do mundo.
Para alem das colunas tortas do meu inferno Na apática tranqüilidade passiva Os inertes insetos escatofagos acomodados em seus sofás de esterco Fazem: Ahhhhhh! Ahhhhhhhhh! Ahhhhhhhhhhhh!
É a anti-vida que não trata se do abalo sísmico que descalçou a arte dando a ela a liberdade de correr sobre águas vivas em cacos de vidro derretido Um homem come banana lá fora e os ósculos de suas sandálias no solo trepidam os meus tímpanos. A alegria é a mesma mesmo atolada de feno ate a garganta Ela canta Como uma decrépita puta feliz com o inchaço de sua vagina ao nascer do sol.
Eu Relógio atrasando me para levantar me do leito Atrasando me segundos Atrasando me minutos Atrasando me horas O trem parte minha terceira vértebra O perco Não sei para onde ele vai pergunto me sobre os passageiros que poderia ter encontrado Talvez eu numa das estações Sem cornos capilares De gravata Homem sério Um sorriso na boca da família Um filho Não um demônio.
O solo vem a meus pés Oscilo nos círculos do meu inferno “Há tempos que não vejo uma joaninha Se pudesse ver uma joaninha por dia seria o animal mais feliz do globo”.
A tramela cinza da porta vem a minhas mãos Num ângulo reto abre se Os ouvidos do exterior ouvem E os olhos crucificam se em qualquer ponto fixo Para evitarem ver me.
Dirijo me ao banheiro a par dos olhos que alanceiam me o reverso Limpo a água com o choro amarelo do meu sono Varro meus dentes Desfazendo o mar morto da esquina de minha boca Olho me no espelho Sem Virgilio que acompanhe me volto ao meu érebo E sem nenhuma perspectiva de Beatriz vou ter com os filósofos do limbo.
Vou aporrinhar Aristóteles mostrando a ele a ilógicidade de minhas vísceras Provar a Sócrates a impossibilidade deu conhecer me E quebrar o dedo indicador de Platão.
E apontar para o horizonte constelado de piolhos sem perspectiva de sangue.
Oh formidável luta pela existência abrem se três caminhos nenhum dos quais certamente é o verdadeiro Onde encontra se a bigorna sem ossos? Para eu forjar minha inorgânica chuva de ratos e rãs.
PS. encontrei este texto escrito em 2005 o dia e o mês; não lembro me inventei; comecei a escrevê-lo com a intenção de escrever um livro não passei da primeira pagina.
EM VÊ-LO QUERO HAVER DE NOVO.
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Poetas de linguagem crespa vespas caralhudas sabres sobre pássaros em lagrimas
Cotovelos de carne nas pupilas farpadas dos homicidas
Órgãos citados sem horizonte corpo proto-asmático
Cravado a cama ouço os sibilos da trombeta enquanto a Sibila de cumas furta me os versos do ronco
Minha manha vazia esta firme e inabalável em seu propósito de desespero nos primeiros escarros do sol
Não vejo me no espelho acelero me a rua sem nome quero logo a encruzilhada Despachar me para Exu pipocando para Omulu nos braços de Estamira
Minha orbita esquartejada Não orbito o mesmo mundo cheio de mãos
Não se perguntam os ocupados com o paraíso onde ira este evangelho sem marco esta cavidade forrada de sonhos este inferno com duas pernas caminhado por demônios
Passarei a vida a desrespeitar seus sinais de sangue Colisão de minhas almas
Fragmentadas feridas Não sei cicatrizar me A inevitável reprodução dos meus abismos A consciência é incurável
Sábado, 2 de Agosto de 2008
Desejaulo me! Enjaulando me na solidão Relendo as fisionomias do mundo Ornamentando o meu semblante com as digitais das minhas generosas mãos
Que tentam esconder-me em suas vísceras Digam o quiseram É certo que cômica imagem não faz de mim um pensador Apenas corrobora a teoria do desesperado de riso inverso.
Enquanto os meus neoplasmas cerebrais grasnam: A onde pretendes ir? Aonde pretendes ir? Aonde pretendes ir?
Faço uma profunda incisão em minha cara de espantalho; e rio Desse modo Eu sangro e elas gritam Eu sangro e elas gritam Eu sangro e elas gritam.
E sempre nascem novos tumores que também incitam a lamina contra a carne.
Bem Eu os compreendo!
Não coloquei o abismo em minha testa por um tolo motivo estético Em debalde tentei imitar o galo das profundezas oceânicas Que grita quando o sol encerra se.
Fui um tanto precipitado no inicio Subestimei a loucura de meu braço Não reconheci me quando olhei me no espelho Tinha duas décadas e um ano Tão decrépito quanto o matrimonio do caranguejo-eremita com a anêmona do mar Por que ali não parei de criar ilusões? Por que ali não encerrei minha carreira de mau ilusionista Fechando a janela partindo meu corpo em dois sem nunca poder uni-los.
Falando lhes assim Talvez compreendam porque tornei me tantos Este saco de cicatrizes que não maldiz as diáfanas laminas entre os dedos de zéfiro.
Domingo, 22 de Junho de 2008
Com a força centrífuga do meu tóba uma vez irrompido.
Incitarei meus pensamentos
contra o teto do meu cérebro.
Torná-los-ei céleres!
Tanto quanto a litografia sem lantejoulas das lesmas pederastas.
Quero o amaro cítrico travoso do meu cu em minha garganta.
Vomitarei tudo o que penso Tudo o que sinto Tudo o que minto.
Nos semblantes que cingem me com aleivosias diplomáticas.
Serei a cordialidade em carne viva A imprudência com olhos de frágua
Não vos espantais com a ultrafimose que congrega a sinceridade da minha glande
ao prepúcio da minha inconveniência.
Aqui fede O catolicismo O protestantismo O HIPÓCRISTIANISMO.
O amor A amizade A família.
As merdas nas calçadas são de plastico.
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Poeminha Para Ver Se Ganho Prêmios.
A língua dos cães refrigera o meu corpo
Nevo me ensolarado de sombras
Sou um mal condutor de luz
Só vêem a excentricidade negra da interrogação
Sou quase a invisibilidade de um espelho sem alma.
Um resquício da respigadeira de Van Gogh num quarto escuro
Um anjo de Bosch com uma aureola de ralo
Nunca entupirei me de coisas divinas
A sujeira telúrica basta para fazer me esgoto das palavras que passam.
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Deveriam primeiro mapear os vossos semblantes com as navalhas longitudinais dos rins pronefros e mostrar a mim o pergaminho de vossas almas.
Oh! oh! oh! Ai esta o que é execrável Srsrsr! Não vejo nenhuma incisão abissal em vossos gestos Todavia eu vejo uma escadaria para o céu em vossos traços essenciais.
Em meio a assíduas e profundas reflexões Surge como uma indulgência nociva a filosofia que nada revela Sobre o relacionamento da pomba lésbica com a mãe de cristo.
Espero que seja escusável a limitação do meu pensamento e do tratamento que dou a este abstruso caso de zoofilia E que levem em conta que o meio que disponho para chegar à verdade é uma acrobática pomba invertebrada cujo do ventre rasgado salienta um microcéfalo penes de borracha A qual chamam de espírito santo mas quando retirado do estercorário ventre da fé Não passa de um imponente pinto com asas.
Meus numerosos leitores (3) não riam Isto é tão serio quanto à fêmea Schistosoma Mansoni emergindo do canal ginecófero e a Esquistossomose da classe dominante.
Quanto ao colossal pulgão das formigas que exigem para si uma eternidade coroada de acoites e milagres que nada mostram senão a inexistência de um asno Eu nada falo.
Precipito me em direção das janelas Aceno para as projeções logo a primeira vista.
A sombra desta grande ilusão onde imprimo as quimeras do meu cérebro.
Despojado de meus cílios logo os pássaros rebentaram e não poderão tocar piano.
Onde estão às partituras as mastreações adquirida das faces dos peixes.
Não sei criar andares para afastar-me dos precipícios tenho cavado minha existência a vida toda.
Em vão desejo o estilhaçar dos vidros mas minha profunda puerilidade já não permite sentir as diáfanas coxas de Zéfiro.
Eu vejo palavras de mais em qualquer pagina amarela de um livro vejo toda literatura do mundo.
Eu sei em quais limbos reencontrar minhas almas perdidas Minhas sombras ensurdecidas Minhas cabras e bodes.
Poderia até mesmo sentar-me no azul desemaranhado cultivar o silencio e ver murchar os camponeses nas pastagens Os cães estropiados e a retratibilidade da mãe ratoeira.
Poderia assistir infinitamente os movimentos musculares das feridas e a carnívora esgrima entre a verdade e a mentira.
Mas feliz ou infelizmente eu não tenho a espantosa tranqüilidade das moscas ardente nas crenças que giram na gravidade dos cadáveres esvaziados.
Minhas almas escalpeladas rodopiam vertiginosamente na luz sem se desprenderem da escuridão.
Ovos mortos pendurados iluminam os augustos órgãos da humanidade.
Não acredite me poeta sou apenas uma loucura sem sentido um lúrido saco de hormônios arrebatado.
Um almoxarifado de sonhos sem cumes Um formigueiro de abismos absolutos.
Sou a vacuidade fingindo não ser vácuo Para ser um turbilhão de palavra que não toca o solo.
E mim toda ausência de síntese só a epilepsia cavalgando larvas perdidas.
Os dilaceramentos suspensos em fios de seda dos quais somente as falsidades estão inteiras.
Faço sulcos em minha carne mas não sangro simulação nenhuma A calúnia é mais que a carne esta além do próprio ser.
Escondo me de um provável suicídio no refluxo do meu prepúcio Sem serenidade meu dente maciço mastiga os signos da renuncia.
Coço-me com o bico doloroso do orgasmo desorganizando-me em proles artificiais Não lamento ausência de um ventre onde adormece uma escala de astros.
Não tenho pretensão de universo sei da lacuna de pedras no caminho.
Desejarão tropeçar mas já não haverá nem mais irregularidade no espaço.
Perscrutem em demasia a contingente vértebra do verbo Seja lá o que for é mais visível que a disciplinada ignorância do homem.
Poeminha Para Ver Se Ganho Prêmios.
Um dia calei o silencio açucarado da mentira.
O surdo bater de asas dos beija flores de borracha.
Fui educadamente convidado a retirar me das igrejas.
Dos cerrados círculos sinceros da amizade.
Do plano poliedro do amor.
Das casas de família.
Os pombos são duas cédulas falsas no cofre do matrimonio.
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
A natureza provida de bagas felpudas rompe a semente da lucidez em minha loucura perpetua No mesmo instante um inseto com leishmaniose acorda condenado a liberdade restrita da conservação da espécime Enquanto o mármore consente vida a verde mosca dentuça cuja causa irresistível move a triplamente para consciência humana Com grande discernimento e disciplina qual um abutre abrindo as poderosas asas ela paira sobre a estreiteza podre do abismo Onde a verdade e a paz morar não podem.
Com indômita vontade e ódio constante a mosca faz seu ninho na interminável hipocrisia da piedade cristã Para fazermos juízo a este respeito basta nos lembrar as dificuldades que oferece o estudo de gramática Apesar de tudo porem esta mosca é grande Que sucederia se o homem viesse antes da mosca Ou se a mosca se recusasse a nascer? Sem estes dois insetos de apaixonada erudição as rãs não teriam onde eliminar suas fezes.
Que deus fez o maior dos entes vivos A mosca! Isso é irrefragável Mas qual genitor omacéfalo criou o homem?
E ainda é possível a possibilidade Sem nenhum paradoxo! De que a mosca criara a maior de todas as mentiras Deus Fato que não exigiria do cérebro humano nenhuma profunda reflexão.
Todo e qualquer axolotl de três anos tem o absoluto conhecimento de que as moscas precisam de um eixo de bosta para girar em torno.
Isso pode parecer muito pouco poético como as ígneas erupções de efemeridades nas vísceras do desesperado abandonado a si mesmo e ao movimento espontâneo do destino.
Contudo devemos começar pelo fim e depois retroceder em direção ao resto.
E é preciso sem duvida que seja assim Pois de outra forma Como poderíamos estar tão certos que há uma tal ligação.
Estou aqui quase tentado a dizer que me compreendem erroneamente Mas note que não há limite preciso entre meus lábios e vossos cílios Eu não estou aqui para colocá-los para dormir A não ser que sejam crianças que nada tem ainda sobre vossos lábios superiores.
Abrirei vossos olhos nem que para isso tenha que primeiro abrir vossos anus reprimidos.
Friccionar as almas de vossas proles em vossos focinhos abarrotados de níquel.
Enfiar um espelho a uma distancia de Por exemplo Meio palmo de vossos semblantes e deslocá-lo gradualmente e lentamente até a distancia inicial de um palmo O cone de convergência consubstanciado a ausência de luz Revelara quanto estão longe de se parecerem com as moscas E quão grandemente assemelham se a larvas sem Kafka sobre um céu de gralhas van goghianas.
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Senso Sentido
(...) o estilo me causa horror.
Artaud
por entre pêlos nos olhos paralelos
de todos os mundanos guarda-sóis amarelos.
De de Chirico as bananas suicidam Werther &
em meio à significativas paisagens que abrem os olhos a dizer
E, no entanto, é uma aposta
no canto do meu prato, o velório do peixe
sem mais tempo de amar, dado
amaciam os órgãos da minha alma ausente, retilínea.
*
Pelas duas sinistras mãos direitas
de Romiéri & Aleph Davis,
irmãos em Lautreámont.
Na sexta rotação de maio, MMVIII.
No ilusório espelho telúricas baleias sangram nas latas de fezes
Um Atlas anêmico sustenta a imagem chumbo pluma procela de orelhas encarniçadas
E um bimotor que passa
Dentre eu e o deus-placenta freiras com focinheiras de vidro crianças chupadas por águas vivas estupradas bolas ornamentando arvores do consumo
E um bimotor que passa
As inundações esporádicas que uma ou trezentas e trinta e três vezes por década afetam os ossos firmes de minha bacia
As mulgas calcificam se no meu ventre infecundos cangurus-vermelhos colecionam fetos no marsúpio
E um bimotor que passa
Um mico leão de ouro angüicomado de sucuris ao lado de um Rembrandt
O Davi de Michelangelo cobre se com urso polar a pedido da igreja
Cristo veste cueca de oncinha atolada em seu cu Esta na moda e Bento XVI consente
O pensador de Rodin veste sapatos de estéreis crocodilos hermafroditas e o coala do comercial de desinfetante em volto no pescoço
E um bimotor que passa
Hebe Camargo a decrépita dos orifícios enrugados exibe sua cara de hemorróidas embostiada desfilando seu colar de molar tribosfênico com pingente de társio
E um bimotor que passa
Piolhos cristalinos formam se no coro cabeludo do tubo de ensaio Hormônios ovarianos anunciam o embrião frouxo do igualitarismo Do fundo das corolas tubulares crustáceos mansos como a fimose de um circuncidado discutem o principio da causalidade
E um bimotor que passa
Satélites nostálgicos defecam borboletas sufocadas nas rotinas dos espaços Mortas caem consubstanciadas aos pingos de nuvens encarniçando a terra
As fabricas parem ossos gélidos para a alegria das famulentas criaturas natalinas
O papa coca o ho ho ho flatulento da boca capitalista Caga
As hienas banguelas do comercio os ajudantes doentes da igreja Comem
O testículo de algodão na torre da catedral abate o tempo
Uma morta sentenciada num banco joga ovos para os pombos
Tênia produz cristos nos intestinos das santas tetraplégicas
Nas escarradeiras os cristais copulam com os rolos de fumo
A perspectiva benigna de uma criança de rua aprofunda o gozo da sociedade diante os comercias de TV
Contudo a uma certeza empírica de que a bondade existe Silvo santos joga aviõezinhos de um real para uma platéia de imbecis enquanto o padre Marcelo Rossi reza missa para os famintos na áfrica a dois reais a entrada
A bondade existe como as tabuas das exclusões cagadas do cu cristão de um deus hindu
A bondade existe como o vocábulo tomado da boca dos esqueletos de aluguel que citam para comparecimento o que ainda não compareceu
A bondade existe como a dificultação do movimento de congregação de Gyges e o mundo das idéias imutáveis
A bondade existe como a luminescência produzida pelo suor anal dos padres pedófilos
De qualquer maneira Parece manifesto que a bondade não pode ser distinguida claramente senão no vértice do cone formado pelos raios que partem dos homens a certa distancia do olho de um avestruz Dessa forma fica estabelecido.
Domingo, 18 de Maio de 2008
Não satisfaço me com uma dose de realidade Quero embriagar me das coisas.
Vão batizar me como louco Eu vejo o obscuro consenso dos fatos.
Tomo me como objeto de investigação Mas esse seria assunto para outra investigação.
Tome se igualmente para averiguação a natureza do vácuo Como tornei me poeta sendo necrófilo para evitar a produção do vazio Viva a física!
É necessário revolver os corpos Citar os órgãos Há muito calor nas letras vivas dos corpos mortos Imperceptível pelo ordinário tato humano.
Por alguns dias pelo menos não deveriam sair do quarto.
Oh! Estranho milagre da solidão.
Estou no auge de minha alegria Não somente por que inesperadamente os gênios me dão o cu mas também porque as hienas me acusam de plagio Sem a menor percepção de serem escafandros no varal de minha vara.
É preciso que saibam Que A anfibologia classificou me como: aequivocus ambiguitas.
Não quero compor uma poesia vindoura em relação a estes que como O ponto principal é saber até que ponto eles devem ser ingeridos.
Ah! Rosas de fósforos; do meu jardim mijado.
Quando daqui a pouco cantar o ermo galo de corais.
E o lúrido do céu alucinar se.
Os beija flores em meu peito crucificados.
Acenderão suas línguas em vossas vaginas eriçadas.
E abandonando o meu torso com três cravos em chamas.
Flamívolos irão perscrutando a hipocrisia humana.
A caça de Eros omacéfalo; para converte-lo em sua essência.
Um punhado de cinza fria! Num aleivoso turícremo decrépito.
Que tornar se a; seu féretro. Após nove ósculos de fogo.
Deveras meu caro satã de cara lisa.
O amor. Deve ser reinventado;
O amor deve. Ser! reinventado,
O amor deve ser. Reinventado.

