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Batracomiografia
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Eu e eles somos um. Aquele que vê a mim vê a eles. Chamam nos Romiéri.

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Não sei si uma vogal ou uma consoante Talvez Certa identidade em busca de outra Uma lúrida pontuação informe Um assovio Um parto Uma frase confusa Uma canção para ninar paquidermes com insônia A impossibilidade da santificação ou A santificação transformada O Marido extremoso ou O Mártir da corte Hoje sou um e amanhã sou outro As coisas que leio esvaziam-me de existência Crio com a lentidão plagiariante dos caramujos mancos na intertextualidade Sonhei em ser tudo Sempre sendo nada Queria plantar piolhos e colher plátanos Antes disso entretanto queria liquefazer esta realidade demasiadamente concreta Queria dar a luz a um poeta iluminado cheio de dentes devorador de minhas vísceras Viria ao mundo escurecendo me Na impossibilidade de conceber a luz adotei a escuridão inda no berço Se tento expor meus órgãos na encruzilhada é assim que me expresso No fundo queria compor poemas que no mínimo desencravasse a unha de um leitor.
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Luz, luz, mais luz!

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